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CRÍTICA DO FILME ENOLA HOLMES

O mundo do entretenimento tem um bom tempo que adora inspirar em histórias que utilizam da “Jornada do Herói” de Joseph Campbell. Essa estrutura é usada no novo filme da Netflix, Enola Holmes, estrelado por Millie Bobby Brow e Henry Cavill. Uma produção dirigida por Harry Bradbeer.

Millie faz Enola Holmes, com um papel muito mais “solto” do que a da personagem que viveu em Stranger Things. Enola tem personalidade forte, cativante e ao mesmo tempo também irritante, com exatas características que são pertencentes a família Holmes. As interações que acontecem com a câmera são totalmente feitas na medida certa, sem deixar que pareça algo cansativo.

O ritmo colocado no filme é bem agradável, que mostra vários pontos dos personagens com encontros e desencontros, que têm realmente um porque daquilo está acontecendo, como a situação da mãe de Enola que desaparece. A trilha sonora também é fundamental para a composição das cenas, remetendo muito tempo o universo de Sherlock Holmes e as questões investigativas. A música dá um clima perfeito para a trama.

O foco principal do filme é mostrar a jornada de amadurecimento de Enola e quem está a sua volta. A personagem entra em constante conflito com os irmãos Mycroft (Sam Claflin) e Sherlock (Cavil). O primeiro a vê como uma jovem “selvagem” e que precisa se tornar uma dama aceitável para a sociedade da época. Já o segundo, ele a vê com indiferença e até certo ponto do longa não consegue reconhecer as qualidades da irmã.

A participação de Helena Bonham Carter como a matriarca da família Holmes é uma questão bem interessante. Ela que é a responsável pela educação de Enola e fazer com que possa se defender sozinha, criada para pode ser uma mulher independente, isso toca no ponto quando a Srs. Holmes desaparece, mas a história não se aprofunda nisso e assim é bom, pois não perde o foco central da trama.

Como outras produções do universo de Sherlock Holmes, em Enola Holmes traz o famoso embate do antigo e o novo. No caso da protagonista, isso é representado quando ela vai para a “escola para damas” e gera sempre um questionamento entre a posição dela como mulher na sociedade com o que a sociedade quer que ela seja. Uma discussão nada nova, porém nessa narrativa envolve tons investigativos.

Enola Holmes é um filme bastante prazeroso de se assistir, que tem equilíbrio em seus pontos de simplicidade na hora de desenvolver a sua história e todo o contexto vivido pela personagem.



 
 
 

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