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CRÍTICA DA SÉRIE CURSED – A LENDA DO LAGO 1ª TEMPORADA

Chegou à Netflix uma nova série com a intenção de contar a mitologia do Rei Arthur de uma forma diferente e com pontos para poder prender a nova geração. Cursed— A Lenda do Lago, uma história baseada em um livro traz características novas para personagens que conhecemos, como a espada Excalibur. Apesar dessa vontade dos produtores trazerem inovações, a primeira temporada tem seu ponto negativo pelo ritmo que é contada e confusão mais a falta de foco e um exemplo disso são as misturas de povos, a inserção de Vikings no meio de toda a trama.


A história contada é de Nimue (Katherine Langford) que tem como objetivo realizar a última vontade de sua mãe em vida que é entregar a Excalibur para Merlin (Gustaf Skarsgard), assim tendo que fugir da sua aldeia para também conseguir salvar o povo feérico. Confesso que a princípio não gostei da forma da atuação da atriz e por conhecer a sua performance em 13 ReasonsWhy que não foi boa.


A série tem uma grande vontade de tornar a história clássica mais moderna e cria um grande esforço para poder deixá-la mais ligada à fantasia, mas se não se esquece de elementos da realidade que aconteciam no período da Idade Média, como o grande poder da igreja intervindo e também dos exércitos formados pela monarquia do período.


Os dez episódios da série, caso você não presta a total atenção nos detalhes mostrados torna difícil o entendimento e assimilação de todo conteúdo que faz parte da construção do enredo de toda a trama. Com isso a série de eventos que vão acontecendo com a personagem central e quem está a sua volta fica vira uma total confusão de momentos que prejudicam na hora de dar um ritmo a história.


Outro problema da série é gastar tempo tendo em apresentação e explicação personagens que não precisam disso. Além disso tem enredos paralelos que talvez poderiam ser tirados para melhorar todo o contexto e não enrolar tanto. Alguns personagens também deveriam mostrar os seus méritos e deveriam crescer com a sua jornada durante toda a trama, mas isso não é o que acontece.


Primeiros episódios demostrando uma grande fraqueza, mas a partir que a série vai se desenvolvendo alguns pontos melhoram, mas outros continuam e ainda maiores, como por exemplo quando algum dos personagens tem alguma batalha que precisa ser resolvida e acabam vencendo, mas logo em seguida o problema resolvido se torna maior. Quando a empolgação do público tem seu ápice, ela simplesmente some e depois volta de novo. Um eterno vai e volta com alguns episódios.


Alguns pontos da série ficam vagos por não terem ganchos para outras situações e os que existem são bem fracos. Isso deixa uma questionamento para quem assisti sobre como será o desenrolar de uma segunda temporada para dar seguimento a história. Se a série realmente tem esse intuito de se inspirar na história do Rei Arthur, apesar de querer mostrar a modernidade deve ser corrigida para que uma continuação não seja prejudicada.






 
 
 

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